Dono transforma carrinho de bebê em cadeira acessível para transportar seu golden retriever idoso

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Um instrutor de educação física e maratonista teve uma atitude incrível. Ele adaptou um carrinho de bebê e criou uma cadeira acessível, que permite que seu golden idoso possa sair em aventuras. Em entrevista ao portal CBC, Donny Marchuk, de Calgary, no Canadá, conta que ama duas coisas: escalar montanhas e seu cachorro, Sully.

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Sully acompanha Donny em suas aventuras desde quando era filhote. Com o avançar da idade, o cachorro de 14 anos está muito fragilizado e sem a mesma energia de antes. Além disso, ele sofre de paralisia da laringe o que torna os longos passeios pelas montanhas bem difíceis para ele.

Fonte: (Reprodução/Internet)

Veja os principais tópicos deste conteúdo:

  • Como um carrinho de bebê virou uma cadeira para pet;
  • Como funciona a doença de paralisia da larínge em cães;
  • Como cuidar de cães idosos.

Como dono modificou o carrinho para seu pet

Usando e abusando da criatividade, Donny pegou um carrinho de bebê velho e adaptou seu golden. Desse jeito, o cãozinho poderia sair de casa sem se cansar e conseguiria curtir os passeios ao lado do seu tutor, como sempre fez. O dono de Sully declarou que cada minuto que pode usar para ficar com ele e fazer o que ama, aproveita. 

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Segundo o tutor, pegou emprestado um carrinho de bebê com um amigo e um acessório de esqui emprestado, fazendo a combinação dar certo. Assim, as aventuras e caminhadas nas montanhas se tornam possíveis. A família revelou que apesar dos passeios serem mais pela vizinhança, todo mundo se diverte, principalmente o cachorro. 

Marchuk também contou sobre a reação das pessoas que veem Sully passeando no carrinho. Dificilmente alguém passa pelo golden velhinho e não para para sorrir e conversar com os donos. Donny ainda afirmou que pretende continuar saindo com Sully enquanto ainda puder. Para ele, ter um cachorro é tudo em sua vida. 

Brasileira cria cadeira rodas para cães

Não é só no exterior que os humanos se preocupam com os cachorros. No Brasil, mais precisamente em São Paulo, uma médica veterinária criou uma cadeira de rodas os cães. O recurso foi feito com materiais alternativos, visando a comercialização por um preço baixo. 

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A responsável pela invenção foi a veterinária Marcela Sanches. Segundo a profissional, a ideia é ajudar cachorros com paralisia a fim de dar a eles uma qualidade de vida melhor. Normalmente, o valor das cadeiras de rodas para cães fica entre R$ 500 e R$ 800. Enquanto o custo da cadeira desenvolvida por ela é de R$ 50.

O intuito é justamente possibilitar que donos com uma renda financeira mais baixa consigam arcar com o recurso para seu pet. O projeto também é uma forma de combater a eutanásia dos animais paralíticos, que é muito comum. Além da cadeirinha, existem tratamentos que não ocasionam a morte do bichinho.

Paralisia de Laringe em cães

Assim como nos humanos, a laringe é um órgão do sistema respiratório formado por cartilagens e membranas. Fica localizada entre a traqueia e a faringe, onde ficam as cordas vocais. Assim, impede a passagem de alimentos ou líquidos e do ar para a via respiratória. 

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Portanto, a paralisia de laringe se dá pela incapacidade de abertura das cartilagens ao inspirar. Isso culmina na obstrução das vias aéreas da parte superior e um estreitamento da passagem de ar. Esse é o problema que aflige o cão Sully, que precisa das cadeiras de rodas para fazer os passeios de montanha com o seu dono. 

A paralisia laríngea tende a surgir com neoplasias ou traumas na região do pescoço. Como consequência, causam danos aos nervos da laríngea além de poder estimular o aparecimento de traumatismos e tumores na região do tórax. Ou seja, é uma doença considerada séria, limitando as habilidades dos pets. 

Quais são os sintomas 

Os sintomas comuns de cães que podem ter paralisia laríngea são dispneia inspiratória, inquietação, tosse, dor, gemidos, desmaio, edema e taquicardia. Os sinais podem vir em conjunto ou isoladamente. A doença não é transmissível, então os donos desses pets não precisam ter preocupação quanto à convivência deles com humanos ou outros animais.

O diagnóstico da paralisia laríngea pode ser feito com a avaliação dos sintomas, junto com exames. O médico veterinário tem o hábito de pedir procedimentos como laringoscopia, ultrassonogravia cervical, hemograma completo, tomografia computadorizada e radiografia torácica e cervical. Exames de sangue também são solicitados.

A título de curiosidade, saiba que é comum que animais com polimiopatia ou polineuropatia apresentam paralisia laríngea. Trata-se de um sinal comum, inclusive pode ter ligação com doenças imunomediadas. Os casos crônicos foram detectados em raças específicas como Husky Siberiano, Dálmatas, Rottweillers, Dálmatas e Golden, raça do idoso Sully.

Opções de tratamento 

Não sabemos ao certo se o golden Sully passou pelos tratamentos que serão citados, mas é o que geralmente os médicos indicam. No caso de pacientes com extrema dificuldade respiratória, é recomendado a reduzir a obstrução das vias respiratórias. Depois do cãozinho estabilizar o quadro do pet, é possível avaliar os tratamentos.

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Na maioria das situações, a cirurgia é o procedimento ideal para realizar a abertura para a passagem de ar. No entanto, essa abertura deve ser adequada para que o animal não tenha pneumonias ou aspirações erradas. Se o médico concluir que a cirurgia não é a melhor alternativa, a segunda opção tende a ser o uso de glicocorticoides. 

A ministração de glicocorticoides é conhecida como a opção de tratamento conservadora. O procedimento é de curta ação e exige repouso. Um detalhe importante é que os profissionais não garantem o sucesso desse método alternativo. O quadro do cão é considerado grave quando apresenta disfagia, aspiração polimiopatia ou polineuropatia.

Existem métodos preventivos?

Ainda não foi descoberta métodos preventivos para a paralisia de laringe, tendo em vista que grande parte dos casos não tem origem aparente. Todavia, os veterinários recomendam os cuidados básicos de saúde dos pets como uma alimentação saudável, com os devidos nutrientes. 

Ainda, é importante ter cautela para não machucar a região do pescoço. Evite situações que coloquem o cachorro em risco de lesões dos nervos laríngeos e da própria laringe. Ações como não dar alimentos estranhos ou deixar o cão ter contato com corpos estranhos. Criar um ambiente interessante em casa é uma alternativa. 

Assim, o cachorro não fica entediado e pode ter diversos estímulos que o ajude a passar o tempo. Fique atento à interação dele com objetos não comestíveis, pois eles podem causar machucados na laringe ou faringe. Outra dica é manter os vermífugos, vacinas e consultas atualizadas. O acompanhamento médico é fundamental. 

Como adaptar a casa para cachorro idoso

Quando os cães são novos e cheios de saúde, cuidar deles é uma missão menos difícil. No entanto, o tempo passa até para os animais. Ao chegarem na idade avançada, todo o cuidado é pouco para o bem-estar dos amiguinhos. Então, separamos algumas recomendações para os tutores de cachorrinhos idosos. 

Fonte: (Reprodução/Internet)

Em casa, tenha cautela com escadas e pisos lisos. Afinal, o cão pode cair e machucar. Assim como os humanos, os cães mais velhos ficam com os membros mais frágeis e vulneráveis para lesões. Se na sua casa tiver portões que bloqueiam o acesso para pisos escorregadios e escadas, opte por fechá-los. 

No caso dos pisos, claro que não vai precisar trocar todos da casa. O recomendado é colocar meias antiderrapantes do pet ou calçados mesmo. Caso prefira, tente espalhar tapetes em lugares mais abertos ou ambientes que os cães costumam passar com frequência. Os tapetes no modelo passadeira costumam funcionar bem.

Espalhe recipientes de comida e água

Nos casos de tutores que moram em residências grandes, espalhe as vasilhas de comida e água do cachorro pela casa. Com o passar dos anos, os cães costumam ficar mais lentos e até mesmo enfrentar dificuldades de se locomover. Quanto mais acessível os alimentos e a água ficaram, melhor. 

Prefira os recipientes elevados, isso ajuda os cães com problemas de coluna a inferir melhor a ração. Não menos importante, disponibilize caminhas de qualidade para o seu pet ter uma noite de sono tranquila. Se ele dormir com você, tenha cuidado para o pet não cair da cama.

Invista no bem-estar do pet

Além das cautelas básicas, é importante investir no bem-estar do pet velhinho. A higienização do cão é fundamental para garantir a ele uma vida de qualidade. Como por exemplo a escovação adequada dos dentes. Nem todos os cachorros são acostumados a escovar os dentes. Então, pelo menos evite determinados alimentos. 

Fonte: (Reprodução/Internet)

Algumas comidas podem estimular o surgimento de tártaros, que são praticamente inevitáveis com a idade. Ainda que seja possível fazer a remoção de tártaro, é um procedimento desconfortável para o cãozinho. A retirada precisa até de anestésico e ainda tem a possibilidade do cão perder dentes. 

Também, estimule o seu cachorro a beber água. Independente da idade, esse hábito é de extrema importância. Embora os cães idosos não consigam mais fazer tanto esforço físico, e consequentemente não sentem tanta sede, é necessário incentivá-lo a beber. Fique de olho ao notar que o seu pet não está bebendo tanta água.

Não esqueça do acompanhamento veterinário

O acompanhamento junto ao médico veterinário já é importante independente da idade do animal, quando idoso é ainda mais fundamental. O recomendado é levar o cachorro a cada 6 meses para fazer exames e avaliações A partir de uma determinada idade, é preciso ter atenção ao surgimento de doenças comuns da faixa etária. 

Tenha tempo para demonstrar afeto 

Apesar da energia do cão idoso não ser a mesma de antes, é importante que os donos ainda tirem um tempo para diversão. Estimular o cachorro a brincar e fazer carinho nele, sem dúvidas deixará o pet mais feliz. 

Simultaneamente, estará ajudando a evitar apatia e tristeza, sentimentos comuns nessa idade. Não deixe de levá-lo para passear, mesmo que encurte o trajeto. Mesmo que o cachorro esteja velhinho, ele continua gostando de determinadas atividades.