Arara atropelada ganha prótese inédita de bico e volta a se alimentar normalmente

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Após ser atropelada, uma arara-canindé perdeu o bico em um acidente em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Ela voltará a ter uma vida normal graças a um inédito implante de bico.

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Uma equipe multidisciplinar composta por veterinários, biólogos e zootecnista foi mobilizada para que a arara-canindé recebesse o novo bico.

Todo esse trabalho foi coordenado pelos profissionais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), com sede em Campo Grande, órgão ligado ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

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Lucas Cazati veterinário e chefe da equipe, conta que a primeira preocupação foi garantir a sobrevivência do animal que chegou ao local com ferimentos muito graves.

“Ela chegou com muito sangramento e desde a sua entrada no Cras até a cirurgia, o trabalho se concentrou em tirá-la da situação de risco. Realizamos todo o procedimento terapêutico, submetemos a exames de raios-x e ultrassom, o que nos permitiu um diagnóstico favorável à cirurgia”, contou o veterinário.

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Além disso, a medida que a ave se recuperava e restabelecia a sua condição saudável, foi realizado um enxerto heterólogo, que consiste no transplante de um indivíduo de uma espécie para outra.

“Nós já havíamos realizado pequenas cirurgias de reparo em casco de jaboti, mas o procedimento na arara foi mais complexo. Utilizamos um bico de animal já falecido, que foi recortado, ajustado com resina de dentista e fixado com parafusos ortopédicos, de forma que a arara fique bem e consiga se alimentar”, explicou Cazati.

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Realizada no dia 29 de fevereiro, a cirurgia foi um sucesso, a arara se recupera bem e os especialistas acreditam que em dois meses ela já poderá voltar à natureza. Até lá, e para se acostumar com o novo bico, ela vai receber alimentos mais macios, como frutas.

Devido ao grande sucesso do procedimento, o CRAS decidiu criar um “banco de bicos” para atender aves vítimas desse tipo de ferimento. “Aqui no CRAS, nós recebemos muitas aves com o bico quebrado. Queremos agora dar início a um banco de bicos para ajudar essas aves a ter uma vida normal”, diz Lucas Cazati.


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