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Os lixões a céu aberto do Sri Lanka, nação-ilha no sul asiático, destroem o meio ambiente e as belas paisagens do país, e agora viraram um problema para os elefantes, que têm se amontoado nos aterros para comer lixo.

Recentemente, uma manada de elefantes foi avistada vagando por um lixão cuja área, até alguns anos atrás, pertencia ao habitat natural deles. As cenas são especialmente tristes porque os mamíferos estavam comendo os detritos podres e tóxicos do entorno, comprometendo sua saúde.

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De acordo com o fotógrafo Tharmaplan Tilaxan, que capturou as imagens, esses elefantes selvagens normalmente viajam até 30 quilômetros para obter comida, mas tiveram que mudar seu comportamento para se adaptar às mudanças territoriais. O mais preocupante é que esses animais se alimentam dos dejetos que encontram, já que produtos plásticos foram encontrados em seus estômagos.

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O lixão está localizado nas selvas da província, representando um perigo iminente para a população de elefantes que progressivamente consomem esses resíduos. Segundo o fotógrafo, há vários dias ele observava o comportamento desses mamíferos, então decidiu documentar o que viu para aumentar a consciência no mundo.

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“Na província oriental, uma manada de elefantes selvagens adquiriu um hábito peculiar e triste: recentemente, eles foram vistos procurando comida em depósitos de lixo”, denunciou Tharmaplan ao portal Daily Mail.

O aterro localizado perto de uma área conhecida como ‘Ashraf Nagar’, perto da floresta que faz fronteira com a área de Oluvil-Pallakadu no distrito de Ampara, é considerado a causa deste novo hábito destrutivo e prejudicial à saúde.

Resíduos de distritos como Sammanthurai, Kalmunai, Karaitheevu, Ninthavur, Addalachchenai, Akkaraipattu e Alaiyadi Vembu são jogados lá. Lentamente, o lixão invadiu a floresta onde vivem os elefantes, tornando-se um local de fácil acesso para animais selvagens.

Embora houvesse uma cerca ao redor do depósito de lixo, ela acabou se desgastando; um trecho se quebrou e não pode impedir a entrada de animais. À medida que o lixão se expande, a floresta fica mais coberta por sacos de polietileno, plástico descartado e outros entulhos.

Como resultado disso, grandes quantidades de poluentes não digeridos (micro plásticos e polietileno) foram encontrados nas fezes de animais selvagens. Além disso, uma série de autópsias realizadas em elefantes mortos por causas desconhecidas, revelou que em seus estômagos havia plástico e outros resíduos indigestos.

A manada, composta de 25 a 30 elefantes selvagens, é agora acostumada a se alimentar perto do habitat humano, criando um sério problema de coexistência. Mais: animais também começaram a invadir campos de arroz e cidades próximas em busca de mais comida, causando tensão na relação homem-elefante.

Uma série de discussões ocorreram com as autoridades onde muitas soluções foram propostas, mas nenhuma foi aplicada – pelo menos, até agora. Entre elas está a construção de uma cerca reforçada ao redor do aterro, que as autoridades prometeram erguer até o final do ano.

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