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Marco Antônio Oliveira de Proença é um jovem de 16 anos apaixonado por cachorros. Desde pequeno ele sempre teve o sonho de ter um, mas suas alergias o impediam.

Com o passar dos anos, suas reações alérgicas foram suavizando, e agora, quando finalmente pode ter um cãozinho para chamar de seu, ele sai pelas ruas de Maringá, no norte do Paraná, em busca de arrecadar o dinheiro necessário para arcar com as despesas iniciais do animal.

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Marco diz que quando era pequeno até chegou a ter um cão, mas eram tantas alergias que eles não puderam ficar com ele.

“Eu sempre tive alergia. Meu pai adotou um, mas não deu, a gente ficou um dia com ele e teve que devolver porque eu estava com alergia”, lembrou.

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Apesar de querer adotar, ele sabe que ter um animalzinho exige um dinheiro extra, e é aí que entrem os doces.

“Já visitamos pet shops para ver preços de ração e das vacinas. E é melhor adotar, porque comprar você só deixa o rico mais rico, fortalece uma indústria. Fora que é vendido a um preço que não tem como pagar”, contou.

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A ideia de fazer os brigadeiros começou depois do adolescente ter visto na internet um rapaz que vende doces para viajar o mundo.

Então ele e o pai decidiram pedir a uma tia é cozinheira de mão cheia para passar para eles a receita.

“A minha mãe e eu fazemos 40 doces por dia. Teve dias que a gente vendeu tudo, mas teve um dia que sobrou. Tem pessoas que ajudam bastante, tem pessoas que não olham na sua cara, mas é muito legal”, disse.

Brigadeiros e beijinhos são vendidos a R$ 2 cada — Foto: Arquivo pessoal

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Com preço de 2 reais, a venda começou em seu bairro mesmo, Zona 4 de Maringá. Depois disso, ele resolveu vender os doces também no centro da cidade.

A mãe de Marco, Sandra de Oliveira de Proença, disse que se sente orgulhosa do filho pela atitude.

“Eu ajudo, a gente põe touca, põe luva, é tudo higiênico. Ele sempre quis ter um cachorrinho, mas como ele tinha muita asma, não podia. Agora, ele pode ter. Estou orgulhosa dele por ter esse projeto”, contou.

A médica veterinária Francielle Müller explica que são necessários alguns cuidados após a adoção de um cachorro.

Quando se resgata diretamente da rua, a melhor opção é levar o cachorro antes a um veterinário para verificar possíveis doenças.

“As primeiras coisas são a vacinação e vermifugação. Isso vale tanto para os animais que venham de ONGs quanto da rua”, explicou.

O local onde vivem também precisa ser adaptado para receber o animal com toda segurança, garantindo ração, água fresca, local para necessidades e brinquedos.

“É preciso levar todos os aspectos em consideração priorizando o bem-estar dos pets. É uma mudança para as duas partes. Acima de tudo isso, o amor é fundamental.”

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