Homem gentil resgata e acolhe 300 cães abandonados em sua casa durante passagem de furacão

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No início deste mês, o furacão Delta assustou a população do México e dos Estados Unidos, com ventos de até 150 km/h. Dezenas de cidades foram diretamente afetadas pela tempestade, que deixou milhares de desabrigados, incluindo animais de estimação.

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Enquanto as autoridades reuniam forças e recursos para alojar famílias necessitadas, o ativista mexicano Ricardo Pimentel Cordero decidiu focar no resgate e abrigo de animais desalojados. Muitos, muitos animais desalojados!

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Ricardo, que é fundador da ONG Tierra de Animales, em Cancún, na Península de Yucatán, já cuidou de mais de 500 animais nos últimos nove anos – dentre eles, gatos, cães, galinhas, perus, cavalos, ovelhas, porcos, vacas e burros sem-teto.

Com a chegada do furacão, ele se dispôs a acolher, de uma vez, 300 cães em situação de rua.

“Temos dois quartos, uma cozinha e um banheiro disponíveis para os voluntários que querem vir e ficar aqui para nos ajudar em todas as coisas que temos que fazer”, disse Ricardo ao The Dodo. “Decidimos colocar quase todos os cães dentro de casa, simplesmente porque não confiamos totalmente nos abrigos que temos atualmente porque eles não são à prova de furacões.”

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Mas trazer 300 cães para dentro de casa não foi uma tarefa fácil. Durante cinco horas, Ricardo e seus voluntários recolheram os filhotes e os ajudaram a entrar antes que o furacão atingisse a costa.

“Tivemos que trazê-los na coleira dois a dois”, disse o ativista. “Alguns deles têm medo ou não sabem andar na coleira, então tivemos que carregá-los para casa, mas no final valeu a pena porque estão todos seguros.”

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Com tantos animais em uma casa tão pequena, Pimentel esperava que eles bagunçassem um pouco. Mas ele ficou satisfeito quando todos pareciam se dar bem.

“Na verdade, eles se comportaram muito bem a noite toda”, disse ele.

Felizmente, quando o furacão atingiu o santuário, era apenas uma tempestade de categoria 2 – embora os fortes ventos ainda danificassem a propriedade.

“Na manhã seguinte, quando o furacão acabou, tivemos que fazer muitos reparos e limpar todas as áreas [dos animais] de árvores e galhos”, disse Pimentel. “Então eles ficaram em casa no dia seguinte até as 17h ou 18h”.

“É claro que havia um cheiro horrível na casa e eles quebraram algumas coisas, mas não há nada do que se arrepender”, acrescentou. “Eu faria isso novamente mais um milhão de vezes, se necessário”.

Pimentel agora está trabalhando para construir abrigos à prova de furacões em sua propriedade de 10 acres para que todos os animais possam ter proteção adequada. E ele espera receber ainda mais animais para que ninguém tenha que passar mais uma noite nas ruas.