Sim, os gatos nos escolhem. Eles podem ter uma família humana, mas se não se sentirem à vontade vivendo com ela na menor oportunidade, sairão pela porta ou janela e não voltarão. Por isso, o respeito e a confiança mútuos são essenciais para o relacionamento afetivo prosperar.

Tania Sants notou que um gato branco estava em frente a uma loja sentado sozinho. Porém, a presença dele estava longe de ser aleatória.  O gato inteligente havia escolhido o local com um objetivo muito específico em mente que ela logo descobriria. 

A princípio, Sants apenas brincou com ele assim como fazia com outros animais na rua, e seguiu até que o gato parou e bloqueou seu caminho. Ao contrário do que ela pensou, o gato não estava acompanhando-a atoa – ele estava conduzindo-a a uma seção da loja em particular. Era aí que eles mantinham as guloseimas dos gatos. Claro, ela comprou um pouco para ele.

Na segunda visita de Sants à loja, ela procurou o gato, mas ele não estava na frente. Dessa vez, ela o encontrou esperando por ela lá dentro. Onde exatamente? Você adivinhou – nas guloseimas. 

Curiosa sobre o gato, ela falou com os funcionários da loja, que revelaram que ele é um ótimo vendedor – segundo eles, o gato todos os dias tenta convencer alguém a comprar as delícias para ele. Depois de satisfeito, ele vai embora e ninguém sabe para onde, mas volta sempre que sente fome. 

Será que ele tinha uma casa? Sants estava curiosa para saber e decidiu filmar tudo na próxima vez que voltou à loja. Depois de dar ao animal as guloseimas, Sants o seguiu em silêncio para descobrir onde ele morava – ela notou que ele se aconchegou em um lugar vago na estrada e Sants teve certeza que ele era um gato de rua. 

“Levei-o para minha casa e o adotei”, disse Sants ao The Dodo.

Sants não sabe quanto tempo ele morou na rua, mas sabe que sua passagem por lá não foi das melhores – ele estava com o pelo sujo e cheio de nó e tinha perdido o rabo

de alguma forma, mais ela estava disposta a dar amor e carinho para ele agora.

Ela voltou a conversar com os funcionários da loja, caso um possível proprietário estivesse tentando encontrá-lo. “Eles me disseram que ninguém tinha procurado por ele”, disse Sants. “Eles me agradeceram por levá-lo para casa.”

Antes de sair pela porta, Sants fez algumas compras – desta vez, sem ser solicitada.


Gostou da matéria? Compartilhe este artigo. Isso nos ajuda a espalhar bons conteúdos nas redes sociais. Obrigado!