A gatinha Trooper amou uma pessoa mais do que ninguém no mundo – Sarah Whaley de 96 anos de idade.

Em 2014, Alexis Hackney e sua família encontraram Trooper, quando a ouviram miando do porão de uma casa e decidiram ir investigar.

“Ela estava na parede e minha mãe e minha irmã tiveram que arrumar uma marreta para partir a parede e a tirar de lá”, disse Hackney. “Ela tinha cerca de 2 semanas de idade. Seus olhos mal estavam abertos.”

Eles não conseguiram encontrar a mãe de Trooper, então levaram a pequena gatinha para sua casa em Tallahassee, Flórida, que compartilhavam com Whaley, a avó de Hackney.

“Minha avó morou conosco por 18 anos”, disse Hackney. “Ela se mudou para cá para cuidar de mim e de minhas irmãs quando éramos pequenas. Ela meio que ficou. Ela era definitivamente uma parte importante da nossa casa. Ela era a matriarca.”

Não só Whaley adorava seus netos, mas também adorava os gatos da família. E ela formou um vínculo particularmente estreito com Trooper.

“Minha avó alimentava com a mamadeira e ficava sentada lá, conversando com ela e dizendo o quanto ela era fofa e doce”, disse Hackney. “Trooper é auele tipo de gato que só tem uma pessoa e essa pessoa era definitivamente minha avó.”

Enquanto todo mundo podia ver o quanto Trooper adorava Whaley, e Whaley amava Trooper, a família não tinha uma noção verdadeira dessa  conexão até que Whaley ficou muito doente.

“Minha avó começou a ficar muito doente mais em torno do Natal [ano passado], e aí começamos a perceber que ela estava com ela o tempo todo”, disse Hackney.

Trooper dormia na cama com Whaley e começou a trazer presentes de toda a casa.

“Ela nunca foi do tipo de gato que pegava brinquedos e os movia pela casa ou assim, mas quando minha avó deixou de poder se mover muito, ela trazia coisas para ela – o que ela encontrasse no chão, como meias ou uma palhinha ”, disse Hackney. “Quando ela começou a ficar cada vez mais doente e doente, ela aumentou a quantidade de coisas que trazia. Ela era capaz de ir ao quarto do meu irmão e pegava nas meias dele e as levava para o andar de baixo.

“Você poderia apenas olhar nos olhos dela e dizer que ela sabia o que estava acontecendo, e ela estava muito chateada com isso”, acrescentou Hackney.

Às vezes, Whaley tinha um ataque de pânico e Trooper se apressava a ir para o seu lado para consolá-la.

“Trooper ia a correr e pulava na cama, começava a acariciá-la e ela se acalmava”, disse Hackney. “Quando minha avó começou a chegar ao ponto em que ela não podia mais se comunicar, acho que ter Trooper lá, foi como um calmante para ela.”

E nada parecia tirar Trooper para longe da cabeceira de Whaley.

“Enquanto minha avó estava passando pelo processo de falecimento, ela ficou muito desorientada”, disse Hackney. “Trooper estava sempre ao lado dela – sempre lá – e minha avó por vezes, acidentalmente, acertava nela ou a apertava com mais força e Trooper nunca reagia. Ela apenas pulava da cama, esperava que minha avó se acalmasse e ela voltava para a cama com ela.” acrescentou.

“Sabíamos que se a tirássemos de lá, que ela não iria reagir nada bem. Ela amava a minha avó e ela nunca, nunca a arranhou ou mordeu, ou algo parecido. Ela amava tanto a minha avó e dava para ver pela maneira como ela olhava para ela quando esteve doente”, acrescentou Hackney. “Ver toda essa dor em seus olhos, simplesmente partiu nosso coração.”

Quando Whaley faleceu em março – alguns dias antes completar 97 anos – Trooper estava inconsolável.

“Ela não queria ficar perto do corpo da minha avó”, disse Hackney. “Eu a levei lá para lhe mostrar que a vovó não iria voltar … eu queria que ela entendesse que nossa avó tinha partido. Mas ela fugiu e ficou debaixo da cama dos meus pais. E depois que eles pegaram no corpo, ela parou de comer. Ela não é uma gata muito vocal, mas ela estava andando pela casa chorando o tempo todo.”

Trooper está muito melhor agora, explicou Hackney, embora ela ainda entre no quarto de Whaley e deixe meias e outros objetos no chão.

“Pode-se dizer que ela definitivamente sente falta da vovó”, disse Hackney.

Hackney recentemente compartilhou a história do vínculo de sua avó com Trooper em uma página do Facebook chamada Cool Cats Group – e o post se tornou viral.

“Eu acho que os gatos têm uma reputação muito ruim. Algumas pessoas pensam que eles não nos amam”, disse Hackney. “Então, quando eu vi Trooper tão dedicada e tão fiel à minha avó, quis realmente compartilhar isso, porque as pessoas não entendem que os gatos podem não ser como os cachorros, mas eles definitivamente têm emoção e têm sentimentos. Eles não são tão bons a mostrar o seu amor como os cachorros, mas eles definitivamente nos amam ”.


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Tradução Portal do Animal – Fonte: The Dodo