Desde 2018, um mochileiro uruguaio e seu cão lutam contra o preconceito com pit bulls e divulgam positivamente a raça ao redor do mundo.

Em respeito às regras das autoridades da saúde que impõem restrições de movimentação das pessoas, devido à pandemia atual do COVID-19, a dupla aguarda a liberação para cruzarem a fronteira, e cumprem a quarentena na cidade de Rosário do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com Martin: “Com as últimas notícias, a necessidade do isolamento social, tentamos retornar ao Uruguai, mas a fronteira estava fechada e não nos arriscamos”, e então “Resolvemos montar nosso acampamento no Rio Grande do Sul”.

Rosário do Sul (RS) é uma cidade tradicional e destaca-se pela produção de citros e ovinos. Está distante 120 quilômetros de Dom Pedrito, no Uruguai. “Sempre fomos muito bem recebidos nesta cidade e a nossa obrigação é cumprir a determinação das autoridades de saúde”.

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Martin Sugo de 25 anos, uruguaio, natural de Taquarembó, uma das principais cidades produtoras de carnes no país vizinho, é proprietário e tutor do pit bull Haiser que completou quatro anos em fevereiro. Afirma: “eu tive a sorte dele cruzar o meu caminho, porque O Haiser me salvou”, e continua, “eu sofria de depressão e esse cachorro salvou minha vida”. Ele conta que o cachorro o impediu de cometer suicídio e deu um novo rumo à sua vida.

Martin, que trabalha como adestrador de cães e, para se deslocar, conta com a solidariedade das pessoas com caronas. “As pessoas percebem que o Haiser é um cão dócil, adestrado e extremamente educado”, diz. “Mas todos nós precisamos evitar o contato próximo neste momento”.

Combater o preconceito com a raça Pitbull é um dos objetivos da viagem aventureira feita pelos dois. O intuito é chegar ao México em 10 anos, sempre levando a bandeira da raça. “Não existe cão de má índole, existem pessoas que não sabem lidar com animais”, diz. “Se você se dedica a treinar e adestrar o animal e faz isso de forma correta, ele não será uma ameaça para ninguém, é um cão muito carinhoso e inteligente”.

Martin ainda vai aproveitar para gravar um curso online para que proprietários de cachorros possam fazer o adestramento em suas casas, enquanto estiver em Rosário do Sul, e brinca: “De cada dez cachorros que atendo, eu adestro oito donos”.

“Haiser me deu um recomeço de vida e por isso, quero mostrar às pessoas que os cães da raça pitbull não são perigosos. O bicho mais perigoso que eu conheço é o ser humano”.

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