Fotógrafo encontra um raríssimo gato-bravo africano de cor preta num safari

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No dia 18 de fevereiro, o fotógrafo Sergio Pitamitz avistou um gato-bravo africano preto durante excursão de fotografia no Quénia. Perante a raridade do momento, parou o veículo para fotografar.

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No passado dia 18 de fevereiro, o fotógrafo Sergio Pitamitz parou o veículo de uma excursão de fotografia em Lualenyi Camp, uma reserva de caça privada perto do Parque Nacional Tsavo West, no Quénia. O fotógrafo deparou-se com a oportunidade de fotografar um animal raro. E conseguiu.

“Quando se faz fotografia da vida selvagem , estamos sempre à procura de algo raro e estranho,” referiu Sergio Pitamitz à National Geographic. Mas foi sem estar à procura que o fotógrafo encontrou um gato-bravo africano de cor preta. O que é raro. Não que seja uma espécie em vias de extinção. Está até espalhada por toda a África Subsaariana, a zona do continente africano abaixo do Deserto do Saara.

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A dificuldade em encontrar este tipo de animais deve-se aos seus hábitos de atividade noturna que fazem com que raramente sejam vistos em excursões ou safaris. Tem orelhas grandes, patas dianteiras longas e garras afiadas. São caçadores noturnos.

À National Geographic, Sergio Pitamitz mostrou-se radiante com a sua conquista: “Imagine como é difícil ver um gato-bravo africano, durante uma excursão fotográfica. Um gato-bravo africano é quase impossível!”.

Mas o que faz do gato-bravo africano uma espécie tão importante?

O gato-bravo africano não é só um animal com hábitos noturnos e, por isso, difícil de encontrar. É que o animal em causa sofre de uma mutação genética mais conhecida nas panteras negras. Chama-se melanismo e carateriza-se pela excessiva produção de pigmento preto, que faz com que os animais tenham os pêlos mais escurecidos ou totalmente negros, como é o caso do gato-bravo que Sergio Pitamitz conseguiu fotografar.

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De acordo com Eduardo Eizirik, biólogo e especialista de melanismo em gatos, numa Universidade do Brasil, à National Geographic, apenas foram encontrados casos de melanismo em 13 de 38 espécies conhecidas de gatos-bravos e só há seis relatos deste tipo de gato-bravo específico, no Quénia e na Tanzânia.

O melanismo nos animais é, na verdade, é uma questão que intriga os especialistas, um dos quais Eduardo Eizirik. É que, de todos os tipos de melanismo descobertos, a forma como esta mutação genética evoluiu diferiu em todos os casos. Os especialistas apenas detetaram que estes animais usam este tipo mutação como camuflagem.

Para além dos hábitos noturnos, os gatos-bravos africanos pretos localizam-se normalmente em locais com elevada densidade florestal, o que torna ainda mais raro encontrá-los em desertos.

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