Dona faz relato poderoso sobre porque precisa colocar a focinheira em seu cachorro

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Polêmicas à parte, não há nada de errado no uso de focinheiras para cães. Na verdade, sua utilização é regulamentada (e obrigatória) em diversos estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

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No estado paulista, por exemplo, a condução de cães das raças Mastim Napolitano, Pit Bull, Rottweiler, American Staffordshire Terrier e raças derivadas ou variações que vão passear em centros de compras ou demais locais fechados, porém de acesso público, eventos, passeatas ou concentrações públicas devem usar coleira, guia curta de condução (máximo de 2 metros de comprimento) ou focinheira.

Tomar precauções durante caminhadas ou visitas ao parque com nossos cães, quando estes apresentam graus de periculosidade quando expostos a situações de estresse (como encontrar animais e pessoas desconhecidas) é mais do que uma questão de bem-estar, mas um dever de todo tutor de animal de estimação.

Com isso em mente, o post feito pela analista de conteúdo Camila Hidaka, de São Paulo (SP), representa muito bem a importância do uso ocasional das focinheiras.

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“Eu estava vendo a galera resmungar [sobre o uso da] focinheira e resolvi contar a história do Max. Maxwell é resgatado. Ele chegou na minha casa após ter sido abandonado por uma família e passado por outra que deixava ele amarrado no quintal (a ponto de machucar o pescocinho dele e formar ferida cheia de verme)”, conta Camila.

Ela afirma que Max é um doce de cachorro, mas se assusta com algumas situações e fica nervoso dependendo do estímulo do ambiente. Compreensível, considerando tudo o que ele passou, né?

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“Maxzote não faz xixi e nem cocô dentro de casa, nem no quintal. Não sabemos quem ensinou ele a fazer só na rua, mas das poucas vezes que ele deixou escapar um xixinho dentro de casa, o bichinho ficou se escondendo da gente por horas, como se tivesse cometido um ato imperdoável”, relata a analista.

Para garantir que Max fique confortável com suas necessidades, sua dona leva ele pra passear e fazer xixi umas 4 vezes ao dia pelo menos.

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“O problema é que eu moro de frente pra uma praça e, por algum motivo, todo mundo acha que é normal simplesmente soltar os cachorros pra correrem descontrolados pela grama. Pois é, os cachorros soltos e correndo pra cima do Max deixam ele nervoso. Pedimos ajuda de uma adestradora e ela indicou a focinheira, tanto pra evitar acidentes quanto pra gente testar uma socialização mais pra frente”, explicou Camila.

“Passamos semanas trabalhando a focinheira, para que ele associasse a coisas positivas (como petisco, carinho, elogio e passeio). Hoje, Maxzinho adora a focinheira e fica todo saltitante quando a gente pega. Muitas vezes ele mesmo vai lá cutucar a focinheira e pedir pra colocar”, complementou.

“Quero só deixar claro aqui que a focinheira é um cuidado que se tornou necessário para o bem-estar do Max e para a segurança de todos. Se os donos antigos do Max tivessem sido mais responsáveis e amorosos, provavelmente ela não seria necessária. Se os donos dos outros cachorros soubessem olhar além do próprio umbigo e andassem com seus cães na guia, com responsabilidade, provavelmente a focinheira também não seria necessária. É isso, galera: sejam responsáveis com seus bichinhos e julguem menos”, concluiu a paulistana.