Cãozinho fica mais de 24 horas do lado de seu amigo atingido por carro: “Ficou até chegar ajuda”

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Um cachorrinho ficou mais de 24 horas fazendo companhia para um amigo canino atropelado até o socorro chegar para auxiliá-lo. O caso aconteceu no município de Igatu, no Ceará. Um cachorro foi atropelado e outro cão não saiu do seu lado, aguardando na via até a chegada de uma ambulância.

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Enquanto isso, diversas pessoas fizeram vídeos e publicaram nas redes sociais, mostrando a comovente lealdade do cachorrinho para com seu amigo. As imagens logo chegaram à enfermeira Marina Assunção, que conseguiu acionar uma equipe para prestar o devido socorro.

Veja nos tópicos os assuntos que vai encontrar neste artigo:

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  • Detalhes da história dos cães amigos;
  • Como apresentar um cachorro ao outro;
  • Dicas para melhorar a convivência entre os pets;
  • Como viver com cão e gato na mesma casa.

Cão de guarda cuida do amigo até o resgate

Segundo a enfermeira Maria Assunção, a equipe não conseguiu ir de imediato ao local em que os cachorros estavam pois não tinha veterinário disponível. O atendimento de socorro só foi possível ser feito no dia seguinte. Pela manhã, os profissionais receberam a notícia de que os cães estavam no mesmo lugar.

Fonte: (Reprodução/Internet)

Assim, a enfermeira foi até lá com sua amiga veterinária e os levaram para uma clínica. Como é de se imaginar, o primeiro contato não foi tão fácil. Tentando proteger o amigo ferido, o cão de guarda ficou agressivo com a aproximação da equipe de resgate. 

Com a devida paciência, eles conquistaram a confiança do cão e puderam ajudar seu amigo. Maria declarou que o cachorro ficou o tempo todo perto de seu amigo ferido, lambia e passava as patas sobre ele como se estivesse tentando reanimá-lo.

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Cãozinho companheiro não abandona o amigo

De acordo com o portal Isto É, o cãozinho fez companhia ao amigo durante todo o atendimento e ainda o acompanhou até a clínica veterinária. Conforme a enfermeira, quando a equipe colocou o cachorro machucado dentro do carro, o outro já foi pulando no banco e lá ficou. 

O cão de guarda ficou com o amigo até a hora do atendimento na clínica. Devidamente atendido e medicado, o cão também recebeu água e comida para a sua pronta recuperação. Enquanto isso, a ONG Adota Iguatu iniciou uma campanha na internet.

O intuito era juntar fundos suficientes para continuar o tratamento do animal, que em breve será disponibilizado para adoção. A instituição chamou atenção para a união e companheirismo entre os cães durante toda a situação. A ONG afirmou que os cães terão um lar temporário até serem oficialmente adotados. 

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Como fazer com que dois cães sejam amigos 

Não é encontrar cães tão amigos um do outro como a história contada anteriormente. Pelo contrário, é mais fácil se deparar com dois pets se estranhando. A relação entre os cachorros e os humanos é regada à carinho e à lealdade, o mesmo pode não acontecer entre os animais dessa espécie. 

Fonte: (Reprodução/Internet)

Isso justifica os esforços de muitos humanos na hora de introduzir um novo cachorro em casa. Para tornar essa missão menos impossível, os veterinários indicam que os tutores socializem o seu pet o mais cedo possível . Nos dois e três primeiros meses, fica mais fácil ensinar o pet a conviver com outro cão.

Agora, se o cachorro não é incentivado a ter experiências sociais durante a primeira fase do medo, ele pode ser antissocial. Consequentemente, não será simpático com outras espécies de animais ou com outros cachorros. Além disso, experiências traumáticas também repercutem na fase adulta. 

Promova a socialização 

Portanto, é necessário aproveitar que o cachorro é filhote para promover a socialização canina. Todavia, simplesmente levá-lo para passear na rua ou parque não é o suficiente. Os veterinários explicam que existe a socialização ativa e passiva. Ambas precisam ser exploradas pelo pet. 

Ou seja, a socialização passiva é quando o cão explora o seu ambiente sem qualquer interferência. Já na socialização ativa, o tutor administra como as experiências vão acontecer. Por exemplo, marcar um passeio no parque com um conhecido que também tenha cachorro e promover esse encontro. 

É importante que os donos controlem essa socialização de modo que seja agradável para o pet. Brincadeiras e recompensas com petiscos costumam funcionar. Assim, o cachorro passará a apreciar a companhia de outros cachorros até se tornar natural. 

Dicas para apresentar um cão a outro

Antes de citarmos as dicas para introduzir um cão a outro, já saiba que o encontro não pode ser cheio de brigas ou punições para nenhum dos pets. O ambiente precisa ser confortável para os cachorros, afinal eles também sentem quando os donos estão bravos e estressados com o momento.

Fonte: (Reprodução/Internet)

A principal dica é avaliar qual cachorro irá apresentar ao filhote. Procure introduzir um cão mais tranquilo e sociável. Isso irá ajudar a reduzir o risco de eventuais brigas e ataques. Prefira fazer a apresentação em ambientes fechados, longe de outros estímulos que possam chamar a atenção.

Não force a aproximação entre eles, deixe que aconteça naturalmente e no tempo dos pets. Os cães precisam se olhar, cheirar um ao outro até se sentirem confortáveis em brincar. Durante as brincadeiras, os tutores podem supervisionar, sem intervir logo no início, exceto em casos de briga. 

É hora de serem amigos 

Antes de tentar a aproximação entre os cachorros, saiba que até mesmo um cão sociável pode estranhar a chegada de outro pet em casa. Alguns deles tendem a apresentar mudança de comportamento e se isolarem. Os cães precisam de um tempo para compreender e aceitar que existe outro pet.

Conforme dito no tópico anterior, brigar e gritar não o fará entender essa mudança em casa. Outras ações serão necessárias como separar as camas e os recipientes de comida e de água para cada cãozinho. Pelo menos a comida não será uma disputa entre eles. Fazer o encontro em um local neutro pode ajudar.

Em seus ambientes, eles podem se achar o dono do pedaço e ter uma postura que pode chegar a ser agressiva com o outro cão. Incentive o contato visual, se possível, faça isso através de um vidro. Depois, deixe que eles tenham o contato físico. No dia a dia, garanta que a mesma atenção é dada para os dois.

Cachorros e gatos podem viver em harmonia?

De acordo com as leis da natureza, os cães e gatos são inimigos mortais. Inclusive, especialistas justificam essa rixa pelo fato dos cachorros serem parentes de lobos, uma espécie com um alto instinto para caça. Logo, quando identificam um animal menor, sentem-se provocadas a atacá-los. 

Fonte: (Reprodução/Internet)

Por outro lado, os gatos são sagazes, desconfiados e sempre estão observando o ambiente por se sentirem ameaçados. Como já era de se imaginar, quando esses dois animais se encontram, o cachorro caça e o gato foge. Ainda assim, é possível mudar esse estilo de convivência entre os dois. Por incrível que pareça.

Se você sonha em ter cão e gato debaixo do mesmo teto, saiba que é possível. Alguns cães podem desenvolver um comportamento amigável com gatos e outros animais. Ao mesmo tempo, os felinos podem se sentir confortável perto dos cães. Quando não se sentem ameaçados, eles baixam a guarda.

Dicas para uma boa convivência 

Antes de adotar um gatinho, procure saber um pouco mais sobre a raça do cachorro que tem em casa. Algumas espécies tendem a ser mais agressivas e reativas que outras. Assim, o dono consegue avaliar a melhor abordagem para uma futura integração entre os pets. 

Por exemplo, cães de guarda como pastor alemão costumam ter uma postura mais de ataque. Claro que isso não é um fator determinante, pois cada cachorro tem sua personalidade e criação, este último influencia bastante. Enquanto o novo membro não chega, observe como o cão reage perto de animais na rua. 

O ideal é que os dois pets cresçam juntos. Ou seja, procure adotar o gatinho quando o cachorro for filhote. Normalmente, os cães e gatos que crescem juntos tendem a ser amigos e companheiros uns dos outros. Começar cedo é a chave do sucesso. 

Como introduzir o gato ao cão 

Esse pode ser o momento mais preocupante para os donos de pets: a introdução do gato ao cachorro. Para este momento, é importante estar em um lugar tranquilo e familiar onde os dois bichinhos se sintam confortáveis e seguros. Tenha um plano B caso o encontro não saia como esperado.

Fonte: (Reprodução/Internet)

Em outras palavras, encontre uma maneira de controlar a reação de ambos se der briga entre eles. Portanto, o recomendado é que tenham duas pessoas no encontro, de modo que uma cuide do cachorro e outra cuide do gato. 

Quanto o tutor estiver seguro, é hora de deixá-los livres para se cheirarem e explorarem o lugar à vontade. Se o cão ou o gato forem mais velhos, controle com uma coleira ou o coloque no colo. É comum que o pet mais antigo na casa fique mais resistente. 

Fique de olho 

Quando os dois estiverem próximos, fique de olho no que está acontecendo. Só intervenha se ver necessidade e em casos de perceber um certo nervosismo, faça carinho e converse calmamente. Uma reação agressiva do pet mais velho pode acontecer, então esteja preparado para repreendê-lo com carinho.

Após fazer a integração com sucesso, os próximos dias serão mais tranquilos. Pelo menos é o que se espera, não é verdade? Ainda que os pets se tornem amigos e passem a viver harmoniosamente, garanta que cada um tenha o seu próprio espaço. Afinal, eles não deixaram de ser territorialistas. 

Não os obriguem a dividir a mesma cama, comida e o mesmo bebedouro. Certifique-se de que o carinho é dado para os dois, sem fazer acepção e sem ter um pet preferido. É normal que os tutores se identifiquem mais com o jeito de ser de um dos bichos, mas não transmita isso nas atitudes.

Se nada resolver 

Se nenhuma das estratégias tiverem êxito e você não quiser doar nenhum deles, a solução é buscar um adestrador. Pode ser que técnicas de adestramento ajude a reduzir a insegurança, possessividade e territorialidade do pet mais velho.

Geralmente o cachorro tende a dar mais trabalho. Não desiste de tentar conviver tranquilamente com os dois animais. É plenamente possível oferecer um lar feliz para os cães e gatos. Basta ter paciência, atenção e cuidado.