Cadelinha que foi retirada da sua família volta para casa após 3 anos de ausência

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Cuidar e resgatar animais em necessidade é um desafio quase sempre cansativo e psicologicamente desgastante para os voluntários da causa.

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Recentemente, Mariana Nóbrega, diretora da ONG ‘Ajuda a Alimentar Cães’, grupo de amparo e auxílio a cachorros vulneráveis e em situação de rua, publicou um desabafo tocante em suas redes sociais sobre as dificuldades do seu dia a dia perante tantos casos de violência e negligência.

“Sinto-me psicologicamente cansada. Há dias que apetece ligar à minha equipe e dizer que acabou. Chega de lutar contra tudo e contra todos. Acho que ninguém sabe verdadeiramente o peso que carregamos. Ninguém sabe o quão difícil é lutar na causa animal.

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Depois há dias que valem a pena. Há dois dias tive um dos dias mais marcantes da minha vida. Eu e a Luz Leça fomos até Câmara de Lobos resgatar uma cadelinha que diziam estar gravemente doente, quando chegamos ao local encontramos uma menina de raça Yorkshire com otites muito graves”, escreveu ela em um post compartilhado no Facebook.

A cadelinha foi imediatamente levada até uma clínica veterinária. “Lá, confirmamos que tinha microchip e no registro a família tinha dado esta cadela como desaparecida há três anos. Ligamos para a família mas o contato disponível já não existia e decidimos passar pessoalmente na morada”, contou Mariana.

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Ela e sua equipe perguntaram se conheciam uma cadelinha chamada Pipoca e viu imediatamente os olhos cheios de lágrimas e esperança no rosto daquelas pessoas.

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“Contaram-nos que tinha sido roubada e que três anos depois ainda continuavam à procura dela. Gostaria de ter registado o momento em que dissemos que tínhamos encontrado a Pipoca. Foi um dos momentos mais bonitos que já vivi. Choramos todos juntos. A Pipoca iniciou tratamento e já está em casa três anos depois”, comemorou a ativista.

No final, tamanhas dificuldades são recompensadas com casos e histórias como estas. “É para isto que eu estou no terreno todos os dias, para encontrar estes finais felizes. É por finais felizes como este que tudo vale a pena. Eu luto pelos animais e vou lutar sempre. O bem estar e a felicidade deles estará sempre em primeiro lugar. Eu prometi a mim mesma que iria deixar o mundo um bocadinho melhor e se para isso tenho que lutar contra tudo e contra todos, assim será”, completou Marina.