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Dias antes de completar 30 anos de idade, Cris Guimarães, de São Paulo (SP), resolveu ir a um pet shop para conhecer uma cadelinha que estava esperando ser adotada há três meses. “Fui informada que tinha uma SRD (mistura de boxer com dogue alemão) para doar ou seria sacrificada porque já estava lá há meses”, contou.

Ao chegar lá, Cris ficou inconsolável. “Meu Deus! Uma bebê que não ficava mais em pé […] com as patas no jornal embebido em xixi e cocô. Peguei ela sem pensar, só tinha que tirar ela dali, daquela imundície, daquela falta de amor”, relembrou a paulistana.

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“A Bu (outra cachorra de Cris) ficou uma semana sem falar comigo, que presente de aniversário era esse? Ela era filha única, teria que dividir minha atenção? Não mesmo”, complementou.

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Batizada de Naninha, a cadela resgatada do pet shop era completamente vesga. “O que ninguém sabia é que ela também tinha um defeito na coluna e na pata esquerda o que fazia com que ela mancasse (por isso não foi adotada). E o pior: a Naninha não gosta de seres humanos!”, explicou Cris.

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Ninguém conseguia fazer carinho na cadelinha – e ela não chegava perto de ninguém. “Se você tocasse nela ela, avançava e tentava te morder”. Foram três anos inteiros vivendo com a mamãe adotiva “só destruindo, sem nunca poder beijar, abraçar, acarinhar”.

Bem, certo dia, enquanto brincava com Bu, Cris teve uma surpresa: a Naninha veio andando na direção dela e do nada colocou a cabeça no seu ombro, permanecendo assim por alguns minutos. “Chorei soluçando por duas horas! Foi um dos dias mais felizes da minha vida!”, relembrou a mamãe adotiva.

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Como era gostoso abraçar, beijar, apertar, dançar e morder aquela danada. “E depois disso se passaram 11 anos! Onze anos de risadas, aprontadas, sustos […] e o dia da cirurgia do câncer que me fez prometer ficar 1 ano sem beber qualquer coisa alcoólica (pra ver como eu amo essa “peste”)”, disse a paulistana.

Porém, tudo mudou no ano passado. Em questão de semanas, Naninha teve dois AVCs. “Deu medo dela não voltar comigo pra casa”, contou Cris.

“Mas, Deus foi gente boa e nos deu mais tempo… hoje a Naninha não corre mais, nem dos próprios peidos. Lasanha? Só se a gente der na boca. Xixi, cocô temos que levar e segurar ela… Até tem dias que ela dá alguns passos mas, não tem equilíbrio, a cegueira tá chegando… E o medo? Medo de perder o amor grande da minha vida! Quem vai cuidar de mim? Quem vai me abraçar quando eu chorar? Quem vai secar minha comida até eu dar pra ela? Quem vai tirar óculos da minha cara porque me beija?”, lamentou a dona.

“Não tenho muito tempo mais com ela, mas o tempo que tenho eu aproveito! Beijo, abraço, mordo, aperto, provoco! Essa Mina pra mim é tudo! É o amor grande da minha vida! É a filha que mais parece comigo!”, afirmou. Se depender da Cris, Naninha terá muitos e muitos anos de amor e carinho garantidos antes de virar estrelinha. 💖

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