Os cães são os melhores amigos do homem, mas nem sempre o homem é o melhor amigo dos cães.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui mais de 30 milhões de animais de estimação abandonados: 10 milhões de gatos e 20 milhões de cachorros. Nos grandes centros urbanos, há 1 cachorro em situação de rua para cada cinco habitantes. Trata-se de um problema crônico, que ainda carece de leis mais rígidas por parte do poder público.

Todos os dias dezenas de animais são abandonados de maneiras crescentemente cruéis e desumanas. Foi o caso de Mel. Quando era apenas uma filhote, ela e seus irmãozinhos foram descartados na lixeira de um cemitério de uma cidade próxima à Blumenau (SC).

A catarinense Kathlen Heloise Pfiffer e seu marido, Henrique Scheidemantel Schroeder, resgataram a cachorrinha e decidiram adotá-la.

“Um ano atrás papai soube que eu e meus irmãozinhos tínhamos sido abandonados ao relento em um cemitério. Foi em outra cidade me buscar e me deu o que eu mais queria: uma família e um lar.

Mamãe chorou muito de emoção quando eu cheguei e eu nunca mais precisei chorar por estar sozinha e abandonada. E ainda ganhei um bolo e um brinquedo novo de aniversário. Se tem vida melhor que essa eu não conheço”, escreveu Kathlen em um post viral no Facebook.

“Hoje ela é o maior amor da minha vida, e vai estar pra sempre comigo”, complementou a mamãe amorosa.

O amor por Mel é tanto que Kathlen fez até uma tatuagem na região da cintura com o rosto da cadelinha. Olha só que fofo!

Que outros cachorros tenham a mesma oportunidade que Mel teve após um evento tão traumático.

Ter uma família adotiva e ser amada não é um privilégio: é um direito de todos os cães.