Cachorros encontram 4 pessoas vivas em Brumadinho (atualização da notícia)

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Nota prévia: A postagem de dia 26 se tornou viral e após variadíssimas suspeitas de não ser uma notícia verdadeira, a nossa equipe editorial vem desse modo esclarecer os seus leitores:

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A postagem é de há dois dias atrás, mas só agora a gente tomou conhecimento do incrível feito desses cachorros.

A foto foi recebida pelo pessoal do Resgate de Cláudio/MG que está em Brumadinho. Os cachorros que estavam ajudando nas buscas encontraram 4 pessoas vivas dentro de carros.

A postagem original segue abaixo:

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Atualização do caso

Após breve conversa com a socorrista Christiane Bernardes Pereira, que pertence ao Grupo de Resgate Voluntário da cidade de Claúdio-MG (e que corajosamente atuou em Brumadinho), ela aceitou que o Portal do Animal disponibilizasse as imagens exclusivas que a própria tirou, no último dia 26, na sequência do resgate de 4 pessoas vivas em veículos, por cachorros heróis em Brumadinho.

Nas fotos podemos notar o Presidente e coordenador operacional Márcio Nunes, conversando com os responsáveis dos cachorros sobre o feito incrível que estes tinham acabado de realizar.

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Queremos então, depois de todo o esclarecimento, não só agradecer a esses heróis caninos e humanos em particular, mas também a todos os que de uma forma ou de outra se disponibilizaram a ajudar e acalmar a dor dos que sofreram e sofrem em Brumadinho.

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De seguida, aproveitamos a oportunidade para deixar a mensagem escrita por Christiane em homenagem a todos os socorristas envolvidos nos resgates em Brumadinho:

“GRATIDÃO!

Essa é a palavra!

Gratidão por Deus ter me dado força e coragem para ir.

Gratidão por todos que estavam lá, VOLUNTÁRIOS, POLICIAIS, DEFESA CIVIL , BOMBEIROS, BOA, PSICOLOGOS, ENFERMEIROS, MÉDICOS, TÉC. DE ENFERMAGEM, SAMU, AGENTES ESPECIAIS, entre tantos outros. Que saíram de suas casas, deixando família e seus afazeres, para estarem lá, dando sua vida por outra vida. Não é fácil ter a iniciativa de ir e muito menos fácil, é chegar em um local onde cada passo é limitado.

Alguns locais a lama está atingindo 10 metros de altura, em outros está mais rígida. Porém, a um passo dali ela está mole e te puxa, não te solta e muitas vezes de socorrista você passa a ser vítima.

Não culpo os bombeiros por não aceitarem ajuda dos voluntários, que eram MUITOS. Eles não tem como mensurar a capacidade de cada equipe e francamente, há muitos aventureiros. Mais quem quer, faz, vai a luta e quando se tem vontade e empenho. Se faz o possível e o quase impossível, com RESPONSABILIDADE.

Agradeço a Deus pela oportunidade, aos meus pais por terem confiado em mim. Ao meu filho por entender que a mamãe iria viajar a trabalho. A minha família e amigos pelas manifestações de incentivo e preocupação, aos meus companheiros de Resgate, por terem compartilhado comigo uma missão tão nobre. Por termos conversado sobre cada ação, cada ato e um escutado o outro.

Aos outros socorristas do Resgate de Cláudio que não foram, agradeço por ajudarem nas escalas, nos plantões aqui na cidade. Não deixando a cidade desguarnecida, aos grupos, Rotaract, Interact,

Aquarela, EJC, ONG’s, População Claudiense e demais pessoas que se dispuseram a ajudar e se mobilizar em prol de Brumadinho. A todos que nos ofereceram comida e água lá, as vezes em locais de difícil acesso. Ao meu tio por nos ceder o sítio para acamparmos.

A minha prima Germana e o Mateus pela deliciosa comida, isso sem falar na recepção e atenção que nos deram. Aos Escoteiros, que não mediram esforços para ir e levar junto todo material necessário. Ao tio Negão, que pegou o caminhão e se dispôs a ir a Brumadinho levar as doações, minha Gratidão.

Não é fácil, ver a dor do outro, a incerteza, a esperança, as lágrimas. É uma dor que se torna sua e que te dá mais ânimo e vontade de ir a busca, procurar e quem sabe encontrar.

Sei que muitos criticam, ah porque você tirou foto sorrindo em uma tragédia. Porque você não entrou na lama, porque isso, porque aquilo. Só quem esteve lá sabe. E eu não acho que eu ou minha equipe deveríamos fechar a cara e demonstrar tristeza não.

Devemos ter é compaixão e entender que as pessoas precisam de amor e carinho, por isso, sorrimos e com a maior educação possível, recebemos as famílias, familiares, voluntários e todos que chegavam. Seja para pedir uma informação, seja por um copo de água, para se alimentar ou apenas para ouvir uma palavra como: Posso te ajudar? Estávamos ali para servir!

Agora, de volta a minha casa, peço a Deus que ajude as equipes de busca, aos familiares e todos que ainda estão trabalhando lá, pois não é fácil, que dê força a eles, para que não desistam. Para Deus, nada é impossível!”


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Créditos fotos e vídeo: Christiane Bernardes pereira