As abelhas são importantíssimas para os humanos em vários aspetos, entre eles a produção de mel, mas atenção, que a sua importância maior não é produzir esse nectar para o nosso consumo.

A função mais importante das abelhas é a contribuição que elas dão às plantas por todo o mundo. Elas geram uma enorme cadeia natural de flora e polinização da qual a vida no planeta depende muito.

Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, o Royal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender a sua tesa sobre cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo

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“Um mundo sem abelhas seria um mundo sem pessoas”

As abelhas desempenham um papel fundamental na biodiversidade e a agricultura global depende de 70% desse trabalho. A sua importância é tão imensa que 70 de 100 produtos consumidos dependem da intervenção das abelhas. A polinização é tão importante que sem ela as plantas não poderiam se reproduzir, o que levaria a extinção de espécies da fauna terrestre do planeta.

É por isso que as abelhas são cruciais para o nosso planeta e para o resto das espécies.

Smartphones podem estar a matar as abelhas

Uma das razões pelas quais as abelhas foram nomeadas como uma espécie muito valiosa no mundo é devido ao rápido desaparecimento da mesma e que os cientistas ainda não conseguem explicar.

Com o passar do tempo, esse problema continua a aumentar e ninguém tem ideia do motivo pelo qual eles estão a desaparecer.

Existem muitas teorias, uma delas é devido aos smartphones. Segundo o Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, as ondas que são emitidas durante uma conversa têm a capacidade de desorientar as abelhas e até as levar à morte.

Após a realização de alguns estudos, ficou constatado que a comunicação através de celulares pode levar as abelhas a produzir um ruído dez vezes maior que o normal.

Pesticidas estão a matar as colmeias

Outra teoria explica que pode ser devido ao uso maciço de pesticidas na agricultura, veneno que é absorvido por esses insetos quando sugam o néctar das flores. Depois de o levar para a colmeia, fica preso nos produtos como cera, própolis e mel, envenenando o favo de mel, assim como a abelha-mestra (ou abelha rainha) e se ela morrer, sabemos que o favo de mel está completamente extinto.

Como é muito complicado para as pessoas renunciarem ao uso de smartphones e antenas de telecomunicações, tem sido difícil para os cientistas encontrar uma solução para o problema.

Os ambientalistas consideram esta situação muito preocupante há muito tempo e é crucial que se encontre uma solução precoce para este problema, já que após o desaparecimento das abelhas poderíamos sofrer sérias consequências.

E como referiu David Susuki: “Um mundo sem abelhas seria um mundo sem pessoas”.

Infelizmente esse problema está já a ser visto do ponto de vista reativo, o que nos faz estar atrasados perante o mesmo… e agora só resta saber se conseguimos recuperar o atraso!

Uma das medidas que a cidade de Curitiba encontrou para tentar reverter a situação, foi espalhar abelhas sem ferrão em seus parques, como uma forma de disseminar árvores nativas. Na Suécia, foi erguido até mesmo um monumento para celebrar nossas amigas voadoras.


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