8 conceitos errados que nos fazem pensar que shows de golfinhos são um ótimo entretenimento

Os golfinhos são mamíferos aquáticos da ordem Cetacea (a mesma das baleias). Esta é a maior família da ordem, com 37 espécies conhecidas, vivendo perfeitamente adaptadas às águas.

Estão presentes em todos os oceanos e em algumas águas de rios. Podem atingir 40 km/h em seu nado e saltar até 5 metros para fora da água, pois são acrobatas. São animais sociáveis, que vivem em grupos, podendo interagir com outras espécies, por exemplo, com humanos.

A vida média dos golfinhos na natureza é de 20 a 30 anos, mas nos tanques e aquários essa expectativa é reduzida pela metade. Além disso, alguns animais podem viver na piscina apenas por alguns anos.

Sem a ciência do público, muitos dos que morrem são substituídos por “novos”. Afinal, “o show deve continuar”.

Dezenas de países ocidentais decidiram proibir as atividades dos delfinários, enquanto em outros este entretenimento é considerado normal. Mas, muitas vezes, os visitantes simplesmente não entendem o que realmente acontece nos bastidores dessas atrações.

Separamos 8 conceitos errados que nos fazem pensar que shows de golfinhos são um ótimo entretenimento.

O Incrível.club decidiu descobrir o que atrai visitantes e quais são os argumentos usados pelas publicidades e treinadores para despertar o interesse do público. Além disso, comparamos essa informação com o que realmente acontece com golfinhos, belugas, orcas e outros habitantes de estabelecimentos similares de entretenimento. Talvez muitas coisas que encontramos sejam impactantes para você.

Mito #1: Os golfinhos sorriem, significa que estão muito felizes

 

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Só que não. O “sorriso” dos golfinhos nada mais é do que a estrutura anatômica das mandíbulas, que cria a ilusão de uma criatura sempre alegre e amigável.

Mito #2: Os animais são amigáveis e apertam os olhos para demonstrar alegria

 

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Para a desinfecção de piscinas, utiliza-se produtos químicos contendo cloro. Se a concentração de cloro presente na água for muito alta, pode corroer seus olhos. Por isso às vezes vemos golfihos ‘piscando’ para nós, como se estivessem alegres. Na verdade, eles estão tentando tirar o excesso de cloro dos próprios olhos.

Mito #3: Os golfinhos são tranquilos e não agressivos

 

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Golfinhos se movem utilizando a ecolocalização, perfeita para amplas áreas do mar. Em pequenas piscinas, o reflexo das ondas sonoras nas paredes pode prejudicar seriamente a psique do animal, tornando-os mais agressivos do que o normal.

Mito # 4: Os animais vivem em piscinas espaçosas

Em alto-mar, golfinhos e orcas nadam cerca de 160km por dia. Na maior das piscinas artificiais disponíveis, eles não tem acesso nem a 1% do que teriam em seu habitat natural. Como resultado, os animais são forçados a nadar em de forma circular, o que implica a ameaça de desenvolver um comportamento estereotipado.

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Mito #5: Eles são mamíferos inteligentes, então não lhes custa nada fazer acrobacias

 

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Todas as acrobacias realizadas nos delfinários são baseadas na motivação por comida, não exatamente porque eles são inteligentes – apesar de o serem.

Mito #6: Animais se sentem em casa em aquários

 

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A socialização é a parte mais importante da vida de um golfinho, e certamente vivendo em uma piscina artificial, eles não terão isso.

Mito #7: Tanques móveis tornam o conhecimento da vida selvagem acessível a muitas pessoas

Nos delfinários móveis, em cada transferência, eles permanecem uma média de 5 a 8 dias em tanques escuros, cujas dimensões para o transporte geralmente não são muito maiores que seu próprio tamanho. Além disso, eles geralmente compartilham o espaço com 2 ou 3 outros indivíduos ao mesmo tempo.

Dá pra imaginar que isso é simplesmente péssimo para qualquer ser vivo.

Mito # 8: Os golfinhos são verdadeiros terapeutas

Estudos que mostram os benefícios da terapia com golfinhos geralmente não levam em conta que seu possível efeito é de curta duração e semelhante ao placebo.

A maior parte do tempo está relacionada à emoção produzida pela viagem, novos ambientes, atenção e expectativas especiais, assim como a ação do “sorriso” dos golfinhos e sua simpatia. Um dos argumentos contra a terapia com esses cetáceos são seus esporádicos ataques durante atividades assim.

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Tradução e adaptação por Portal do Animal, escrito por Gabriel Pietro, da matéria originalmente criada por Incrível.club.

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