23 corpos já foram resgatados em Brumadinho com ajuda de cachorros farejadores

Desde o primeiro dia de resgate, uma força de trabalho chama atenção em meio ao cenário caudaloso do desastre em Brumadinho: são os cães farejadores. Em apoio ao trabalho dos bombeiros em solo, eles já ajudaram no resgate de 23 corpos.

O tenente Abel Senhorinho Ferreira, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, em entrevista ao G1, destacou que 15 cães trabalham desde o primeiro dia de buscas, mas dois estão afastados por questões de saúde.

Eles atuam em esquema de revezamento, por até duas horas e meia, em cada turno das buscas. Além do revezamento, os bombeiros levam em conta a condição física do animal para que não haja estafa física dos animais.

Com o passar dos dias de buscas, a participação dos cães fica ainda mais importante, ressaltou o oficial do Corpo de Bombeiros. Como toda área atingida já foi percorrida, a busca superficial diminui a efetividade.

“O ser humano trabalha com dois sentidos: o olfato e a visão, mas o olfato do animal é mais sensível que o do ser humano. Ele tem condições de perceber partículas que nós não percebemos. Por isso, nessa fase, eles são extremamente necessários”, completou o tenente.

Especificamente no trabalho na lama, as buscas são mais difíceis para os cães do que para seres humanos, aponta o tenente Abel. Ele contou que pelas patas terem superfície menores que os pés humanos, os cães afundam com mais facilidade. Em dias de chuva, como o da manhã desta quarta-feira (6), a atuação dos cães fica prejudicada e eles só são levados para lugares mais firmes.

Equipe deve ser reforçada

Além dos 15 cães que atualmente trabalham em Brumadinho, os bombeiros devem receber mais reforços nos próximos dias. São esperados quatro cães de Brasília, dois do Rio Grande do Sul, além de animais do Ceará e Pernambuco.

Sobre a escolha dos animais para os trabalhos de buscas, algumas raças são mais adaptadas para encontrarem corpos. Pastores, labradores e retrievers são mais comumente usadas, por responderem melhor aos estímulos de treinamento. Outras capacidades avaliadas são a área olfativa e a mobilidade do animal.

O treinamento de um cão de buscas começa na escolha da linhagem, após 40 dias do nascimento do filhote, neste momento são observados os estímulos de brincadeira e curiosidade. Em seguida, começam os treinamentos de 40 a 50 minutos por dia, que vão aumentando de acordo com a adaptação e necessidade.

Depois de um ano, o cão já faz pequenas buscas, mas o ideal é que após dois anos, ele esteja totalmente pronto. Concluindo, o tenente Abel explicou que a maneira que o animal avisa que encontrou o corpo é a sinalização ativa, quando ele se posiciona perto do local e começa a latir ou cavar.


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Adaptação por Portal do Animal, da matéria originalmente criada por G1

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